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Demolição de pisos industriais

Quase nunca é demolição: é troca de trecho com a fábrica funcionando ao lado. E o que está embaixo do piso costuma valer mais que o piso.

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Demolição de pisos industriais da GVI Demolidora

O nome sugere um serviço que quase não existe. Demolição de piso industrial raramente é demolição: é substituição de um trecho, com a fábrica funcionando ao lado.

As razões que levam a remover um piso quase sempre são estas:

  • mudança de layout de produção
  • troca do sistema de armazenagem, que muda o ponto de carga
  • instalação de equipamento novo com fundação própria
  • recuperação de área degradada, com o restante intacto

Em todas, a operação continua. E é isso, não a resistência do concreto, que define como o serviço é executado.

O que está embaixo é o principal risco

Um piso industrial é a superfície onde a fábrica funciona, e sob ele passa o que faz a fábrica funcionar:

  • canaleta e dreno, de processo ou de limpeza
  • tubulação de processo, às vezes ativa
  • eletroduto alimentando ponto de máquina
  • aterramento, que é o item mais fácil de cortar sem perceber
  • base de máquina de layouts anteriores, que ficou enterrada

O agravante é que em galpão que mudou de atividade existem instalações que ninguém mais sabe explicar. O desenho, quando existe, reflete a obra original, não as três reformas depois dela.

Detecção mais alguns furos de inspeção custam uma fração do que custa romper uma linha de processo com a planta operando.

As juntas dizem onde o piso quer se separar

Piso industrial não é uma placa contínua: é um conjunto de placas delimitadas por juntas serradas, feitas justamente para controlar onde ele trinca.

Isso é uma vantagem operacional, e usá-la muda o resultado:

Quando o limite da área coincide com uma junta, a descontinuidade já existe, e a remoção termina numa borda reta sem esforço adicional.

Quando não coincide, o corte com serra diamantada precisa criar essa descontinuidade antes de qualquer percussão.

Pular esse corte é o erro clássico do serviço. Sem ele, a fratura se propaga pela placa além do limite previsto, e o piso que deveria permanecer trinca junto, transformando uma remoção delimitada em uma área maior do que a contratada.

Conviver com a operação é o serviço inteiro

A parte difícil não é romper concreto. É fazê-lo dentro de um galpão que está trabalhando:

Poeira. Em ambiente fechado ela não dispersa: circula. Contamina produto, estoque e equipamento, e em atividade alimentícia ou farmacêutica isso é interdição, não incômodo. Corte úmido, aspiração na fonte e barreira selada são requisito.

Ruído. Ambiente fechado com estrutura metálica amplifica. Costuma ser o que define a janela de horário.

Circulação. O trajeto do entulho cruza área de operação, e empilhadeira e caminhão de obra não dividem corredor com movimentação de produção.

Na prática, isso quase sempre empurra o serviço para fora do turno, e é a restrição que mais afeta o prazo, muito mais do que o método de demolição.

O serviço não termina na placa

O orçamento que considera apenas a placa de concreto é o que mais gera aditivo nesse tipo de obra.

Abaixo do piso costuma haver base cimentada ou sub-base tratada, que precisa sair na mesma extensão quando o piso novo mantém a mesma cota.

E há o subleito. A remoção o deixa exposto e solto, e ele precisa ser verificado e recompactado antes da concretagem. O piso novo herda o que estiver embaixo: subleito mal recomposto produz recalque e trinca em piso recém-executado, e a responsabilidade dessa falha é discutida quando já não há como verificar.

A borda entre o novo e o velho é a parte crítica

Quem contrata a remoção pensa na área que sai. O que costuma dar problema é a linha onde ela encontra o piso que fica.

Nessa borda se decide:

  • se o corte foi limpo e a armadura foi interrompida sem estilhaçar a placa vizinha
  • se haverá junta de encontro ou ligação por barra de transferência
  • se as duas placas vão trabalhar juntas ou de forma independente

Piso industrial que trinca alguns meses depois de uma substituição parcial quase sempre trinca ali. Definir o tratamento dessa borda antes de cortar é mais barato do que refazer o trecho depois.

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Perguntas Frequentes

Por que a demolição de piso industrial raramente é total?

Porque o piso costuma ser removido para ser refeito, e não porque o galpão está saindo. As razões usuais são mudança de layout, troca de porta-paletes por outro sistema de armazenagem, instalação de equipamento novo com fundação própria, ou recuperação de trecho degradado. Em todos esses casos a operação continua no restante da área, e o serviço passa a ser uma remoção delimitada dentro de um edifício em uso, com todas as restrições que isso traz.

O que existe embaixo de um piso industrial?

Mais coisa do que o desenho mostra, e é o principal risco do serviço. Canaleta de drenagem, dreno, tubulação de processo, eletroduto, aterramento e base de máquina de layouts anteriores. Em galpão que trocou de atividade, existem instalações de uso que ninguém mais lembra. Um levantamento com detecção e alguns furos de inspeção custa uma fração do que custa romper uma tubulação de processo ou cortar um aterramento durante a operação.

Onde começa o corte?

Nas juntas, sempre que elas coincidirem com o limite da área a remover. O piso industrial é dividido em placas por juntas serradas justamente para controlar onde ele trinca, e essas linhas já são descontinuidades. Quando o limite não cai numa junta, o corte com serra diamantada cria a descontinuidade que falta. Sem esse corte, a fratura se propaga pela placa além da área prevista, e o piso que deveria permanecer trinca junto.

Como conviver com a operação ao lado?

Isolando fisicamente e controlando três coisas: poeira, ruído e circulação. Poeira de corte e de rompimento em ambiente fechado se espalha por todo o galpão e contamina produto, estoque e equipamento, então corte úmido, aspiração e barreira selada não são refinamento. Ruído em ambiente fechado é amplificado. E o trajeto do entulho cruza área de operação, o que costuma restringir o serviço a janelas de horário fora do turno.

A remoção termina no piso?

Quase nunca. Abaixo do piso costuma haver base cimentada ou sub-base tratada, que precisa ser removida na mesma extensão quando a cota do piso novo é a mesma. E o subleito exposto precisa ser verificado e recompactado antes da concretagem, porque a remoção o solta e o piso novo herda o que estiver embaixo. Orçar apenas a placa de concreto é o motivo mais comum de aditivo nesse serviço.

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