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Demolição em áreas de difícil acesso

O que manda não é o espaço da frente de serviço: é o ponto mais estreito do trajeto inteiro. E o entulho precisa voltar por ele.

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Demolição em áreas de difícil acesso da GVI Demolidora

Em demolição, acesso é uma medida, e é sempre a menor medida do trajeto inteiro, não a do local onde o serviço acontece.

De nada adianta haver espaço para manobrar no fundo do terreno se o portão tem largura menor, se o corredor lateral tem uma curva fechada ou se o pé-direito da passagem é baixo.

Essa inversão é a causa mais comum de máquina que chega à obra e não entra.

As quatro medidas que decidem

Levantadas ao longo de todo o percurso, do ponto de descarga do caminhão até a frente de serviço:

  • menor largura livre, considerando poste, portão, guarita e obstáculo permanente
  • menor altura livre, incluindo marquise, viga, rede aérea e tubulação aparente
  • raio de curva mais fechado, que é o que trava máquina sobre esteira
  • capacidade de carga do piso em cada trecho, especialmente sobre laje, subsolo, galeria e tampa

A quarta é a que mais surpreende. Um trajeto que parece firme pode cruzar uma tampa de galeria ou uma laje de subsolo que não foi calculada para aquele peso.

O entulho volta pelo mesmo caminho

Este é o segundo problema, e ele é maior que o primeiro.

O material demolido ocupa mais espaço que a estrutura íntegra e precisa sair pelo mesmo ponto estreito por onde a máquina entrou, em sentido contrário e em volume muito maior.

Em acesso restrito, o transporte interno costuma ser manual, por carrinho ou por equipamento pequeno, até um ponto de acúmulo. E é esse trajeto de retorno que determina a produtividade real da obra.

A consequência prática: demolir mais rápido não adianta se o material não sai. Em obra desse tipo, a equipe de retirada dimensiona a equipe de demolição, e não o contrário.

Máquina menor é a resposta óbvia, e nem sempre a melhor

Equipamento pequeno cabe e rende bem menos por hora. Em obra grande, isso estica o prazo o suficiente para encarecer o total.

Vale avaliar as alternativas antes de aceitar a restrição:

Abrir acesso provisório. Remover um trecho de muro, uma esquadria ou um pedaço de estrutura para ampliar a passagem. Custa uma manhã e frequentemente paga várias semanas de produtividade.

Içamento externo. Guindaste posicionado na rua ou no terreno vizinho, levando equipamento ou retirando material por cima, sem depender do trajeto.

Divisão do serviço. Parte mecanizada onde a máquina alcança, parte manual onde não alcança, com orçamento separado para cada uma.

A primeira é a mais subestimada. Conviver com o acesso ruim durante toda a obra costuma custar mais do que abrir o acesso.

Levar equipamento por dentro do prédio

É rotina em demolição de pavimento superior, e nunca é decisão de campo.

Antes de mover a máquina para dentro, verifica-se:

  • capacidade da laje em cada trecho do trajeto
  • peso do equipamento somado ao entulho acumulado, que é a condição real
  • altura livre, largura de porta e de corredor
  • capacidade do elevador, quando ele entra no trajeto
  • escoramento do pavimento inferior, quando necessário

Em boa parte dos casos, a conclusão é que a máquina é içada pela fachada em vez de circular por dentro, justamente porque o trajeto interno não suporta a carga.

O que falta nos orçamentos

Três itens, e é a soma deles que explica os aditivos desse tipo de obra:

Transporte interno. Em acesso restrito, pode superar o tempo de demolição.

Área de acúmulo. Quase sempre insuficiente, o que obriga a sincronizar retirada e produção. Sem sincronia, a frente para.

Mobilização. Equipamento menor em maior quantidade, com mais mobilizações e mais gente.

Orçar pela metragem, com produtividade de terreno livre, é o erro característico. A diferença entre uma obra dessas e uma comum não está no volume, está no trajeto.

O que muda quando não há acesso nenhum

Existe o caso em que nenhuma máquina entra, por menor que seja: fundo de lote sem passagem, pavimento sem acesso vertical compatível, área cercada por construção de todos os lados.

Aí restam duas rotas:

  • manual, com ferramenta portátil, o que é lento e custa mais por metro cúbico
  • por cima, com içamento, quando há guindaste com alcance e ponto de posicionamento

Nesse cenário, a comparação honesta não é entre orçamentos de demolição. É entre o custo do serviço restrito e o custo de criar o acesso, abrindo um vão, removendo um trecho, ou negociando passagem pelo terreno vizinho.

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Perguntas Frequentes

O que define o equipamento numa área de difícil acesso?

A menor medida do trajeto inteiro, e não o espaço disponível na frente de serviço. De nada adianta haver área para manobrar no fundo do terreno se o portão, o corredor lateral ou a curva do caminho não deixam a máquina chegar até lá. As medidas que decidem são a menor largura livre, a menor altura livre, o raio de curva mais fechado do percurso e a capacidade de carga do piso em cada trecho, incluindo laje e tampa de galeria.

Por que o entulho é o segundo problema?

Porque ele percorre o mesmo caminho, em sentido contrário e em volume muito maior. O material demolido ocupa mais espaço que a estrutura íntegra, e precisa sair pelo mesmo ponto estreito por onde a máquina entrou. Em acesso restrito, o transporte interno costuma ser manual ou por equipamento pequeno até um ponto de acúmulo, e é esse trajeto de retorno que determina a produtividade real da obra, não a velocidade de demolir.

Máquina menor é sempre a resposta?

É a resposta mais comum e nem sempre a melhor. Equipamento pequeno cabe, mas rende bem menos por hora, o que estica o prazo e às vezes encarece o total. As alternativas que valem ser avaliadas antes são abrir um acesso provisório, remover um trecho de muro ou de estrutura para ampliar a passagem, usar içamento por guindaste posicionado fora do terreno, ou dividir o serviço em uma parte mecanizada e outra manual. Muitas vezes abrir o acesso é mais barato que conviver com ele.

Dá para levar equipamento por dentro do prédio?

Dá, e é rotina em obra de pavimento superior, mas nunca por presunção. É preciso verificar a capacidade da laje em cada trecho do trajeto, considerando o peso do equipamento somado ao entulho acumulado, além da altura livre, da largura de porta e corredor e da capacidade do elevador quando ele for usado. Em muitos casos a máquina é içada pela fachada em vez de circular por dentro, justamente porque o trajeto interno não suporta a carga.

O que costuma ser esquecido no orçamento desse tipo de obra?

O tempo de transporte interno, que em acesso restrito pode superar o tempo de demolição. Também a área de acúmulo, que quase sempre é insuficiente e obriga a sincronizar a retirada com a produção, e o custo de mobilizar equipamento menor em maior quantidade. Orçar pela metragem, com produtividade de terreno livre, é o erro que mais gera aditivo nesse tipo de serviço, porque a diferença não está no volume, está no trajeto.

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