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Demolição de caixas d'água

Estrutura pequena, dois problemas grandes: ela está no alto e, se for de fibrocimento antigo, não pode ser quebrada de jeito nenhum.

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Demolição de caixas d'água da GVI Demolidora

Caixa d’água é a menor estrutura desta lista e uma das que mais exige procedimento. O motivo são dois problemas que quase nunca aparecem juntos em serviço tão pequeno:

  • ela está no alto, o que faz do serviço um trabalho em altura
  • se for de fibrocimento antigo, não pode ser quebrada, o que elimina o método óbvio

Fibrocimento antigo: a peça sai inteira

Fibrocimento com amianto foi padrão em caixa d’água e telha por décadas no Brasil. No estado de São Paulo, o material foi proibido pela Lei 12.684/2007, construção anterior é candidata, e a presunção correta é que contém, até que a análise diga o contrário.

O que decorre disso inverte a intuição do serviço:

  • não quebrar, não serrar, não furar, não varrer
  • umedecer a peça antes de manipular
  • descer inteira, por içamento ou dispositivo de descida
  • embalar selado, ainda no ponto de retirada
  • destinar em área licenciada específica, com comprovação

A razão é simples e vale entender, porque ela explica todas as regras acima: a fibra só é perigosa quando é liberada em suspensão, e é a fragmentação que a libera. Peça íntegra e úmida é um problema controlado. A mesma peça quebrada contamina a laje, o entorno e quem estiver por perto, e transforma um serviço de meia manhã numa descontaminação.

O acesso é o que define o método

Antes de decidir como demolir, decide-se como descer.

O serviço é trabalho em altura, com o rigor correspondente:

  • acesso definido, por escada fixa, andaime ou plataforma
  • ancoragem e proteção contra queda
  • área isolada embaixo, incluindo passeio quando a projeção o alcança
  • ponto de içamento verificado

E há uma regra que não tem exceção: nada desce por lançamento. Em caixa de fibrocimento porque a integridade é o controle do risco; nas demais porque a área embaixo é rua, laje ou o próprio prédio.

Quando não há espaço para posicionar o içamento, o serviço deixa de ser demolição e passa a ser rigging, e é orçado como tal.

Concreto, polietileno e fibrocimento não são o mesmo serviço

Polietileno. Leve, sai inteira, sem passivo. O trabalho é de acesso e descida.

Fibrocimento. Leve também, mas com todo o procedimento acima. O custo está no controle, não no esforço.

Concreto armado. Pesada, com armadura, apoiada sobre a laje ou sobre estrutura própria. Se a demolição for feita no local, entra uma verificação que costuma ser pulada: a laje suporta o peso do equipamento, do operador e do entulho acumulado? Ela foi dimensionada para a caixa cheia, não para uma obra em cima dela.

O prédio fica sem água

Item de planejamento esquecido com frequência, e que gera mais reclamação do que a obra em si.

A caixa é o que garante o abastecimento entre as variações da rede. Removê-la interrompe o fornecimento de tudo que depende dela.

Em edificação ocupada, a sequência precisa prever:

  • reservatório provisório, ou
  • instalação da caixa nova antes da retirada da antiga, quando há espaço
  • comunicado prévio com data e horário, afixado
  • fechamento e purga do ramal, para que a rede não fique aberta

Em prédio residencial, isso é o que separa um serviço tranquilo de uma assembleia.

O que fica depois da caixa

A base costuma exigir mais trabalho que a própria caixa:

  • base de concreto ou estrutura de apoio, que pode ficar ou sair conforme o uso seguinte
  • impermeabilização da laje rompida onde havia apoio e tubulação, que precisa ser refeita na área afetada
  • tubulação de alimentação, distribuição, extravasor e limpeza, que precisa ser removida ou arrematada
  • furos na laje, que precisam ser fechados com material e método adequados

O item de impermeabilização é o que mais volta como problema. Laje de cobertura com sistema rompido e mal refeito produz infiltração no último pavimento, e ela aparece na primeira chuva forte, bem depois de a obra ter sido aceita.

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Perguntas Frequentes

Caixa d'água de fibrocimento antiga tem amianto?

Em construção anterior à proibição, presume-se que sim até a análise dizer o contrário. Fibrocimento com amianto foi padrão em caixa d'água e telha por décadas no Brasil, e o estado de São Paulo proibiu o material pela Lei 12.684/2007. A consequência prática é direta: a peça não pode ser quebrada, serrada, furada nem varrida, porque é a fragmentação que libera a fibra. A remoção é feita com a peça inteira, umedecida, por equipe treinada, com embalagem selada e destinação em área licenciada específica.

Por que não se pode simplesmente quebrar e descer em pedaços?

Porque quebrar é exatamente o que gera o risco. A fibra só se torna perigosa quando é liberada em suspensão, e é isso que qualquer impacto, corte ou varrição produz. Uma caixa d'água íntegra manipulada com cuidado e umedecida é uma peça controlável; a mesma caixa fragmentada contamina a laje, o entorno e quem estiver por perto, e transforma um serviço de meia manhã num problema de descontaminação.

Como se retira uma caixa que está no alto?

Como trabalho em altura, com o mesmo rigor de qualquer serviço em cobertura: acesso definido, ancoragem, proteção contra queda e área isolada embaixo. A peça desce inteira, por içamento ou por dispositivo de descida, e nunca por lançamento. Em caixa de fibrocimento isso é ainda mais rígido, porque a integridade da peça é o que mantém o risco sob controle. Quando não há espaço para o içamento, o serviço é de rigging, e não de demolição.

E as caixas de concreto e de polietileno?

São serviços diferentes. A de polietileno é leve, sai inteira e não tem passivo, o trabalho é essencialmente de acesso e descida. A de concreto armado é o oposto: pesada, com armadura, apoiada sobre a laje ou sobre estrutura própria, e a demolição no local precisa considerar a capacidade da laje que vai receber o peso do equipamento, do operador e do entulho. Nos três casos o que decide o método é onde ela está, e não do que ela é feita.

O prédio fica sem água durante o serviço?

A menos que haja substituição prevista, sim, e isso costuma ser esquecido no planejamento. A caixa é o que garante o abastecimento entre as variações da rede, e removê-la interrompe o fornecimento de tudo que depende dela. Em edificação ocupada, a sequência precisa prever reservatório provisório ou a instalação da caixa nova antes da retirada da antiga, além de comunicado prévio aos moradores ou usuários com data e horário.

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