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Demolição de lajes

Laje não é uma coisa só. Maciça, nervurada, treliçada, steel deck e protendida se comportam de formas diferentes, e uma delas não admite corte sem procedimento.

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Demolição de lajes da GVI Demolidora

A palavra laje cobre soluções construtivas com comportamentos bem diferentes na hora de demolir. Tratar todas como a mesma coisa é o erro que mais leva a método errado, e, num caso específico, a acidente grave.

Cinco tipos, cinco comportamentos

Maciça é a mais simples: uma placa contínua de concreto armado, com armadura distribuída em duas direções. Teto plano e uniforme por baixo. Fragmenta de forma previsível, e o volume por metro quadrado é alto.

Nervurada tem vigotas cruzadas formando uma grelha, com vazios entre elas. A face inferior mostra o desenho reticulado, quando não há forro. Pesa menos por metro quadrado e concentra a resistência nas nervuras, o que significa que cortar transversalmente a uma nervura tem efeito diferente de cortar entre duas.

Treliçada usa vigotas paralelas com blocos de enchimento entre elas, de cerâmica ou EPS. O enchimento não é estrutural: ele sai fácil e engana quem estima volume pela espessura aparente.

Steel deck tem fôrma metálica incorporada que permanece na estrutura e trabalha como armadura positiva. A demolição envolve concreto e chapa metálica ao mesmo tempo, com métodos distintos para cada um.

Protendida é a que exige mais cuidado, e vem a seguir em seção própria.

A identificação se faz pela face inferior quando ela está exposta, e por furo de inspeção quando há forro. É o levantamento mais barato do serviço.

Protendida: o caso que não admite improviso

Laje protendida contém cabos de aço sob tensão permanente. É isso que permite a ela vencer vãos grandes com espessura pequena, e é exatamente essa característica que a torna perigosa de demolir sem procedimento.

Cortar um cabo tensionado libera energia acumulada de forma súbita. Além do risco imediato, a laje remanescente perde parte da capacidade que dependia daquele cabo.

O que o serviço exige, e não é negociável:

  • identificação do traçado dos cabos, por documentação ou por detecção
  • alívio controlado da protensão antes de qualquer corte que atinja um cabo
  • sequência definida por quem entende do sistema, e não decidida em campo

O alerta é de proporção: espessura pequena demais para a distância que a peça atravessa. Diante disso, a documentação é consultada antes de qualquer ferramenta encostar.

O entulho é carga sobre uma laje que já está enfraquecida

Este é o risco mais recorrente da demolição de laje, e ele é fácil de subestimar porque parece organização de canteiro.

A laje foi dimensionada para o uso original. Ela não foi calculada para receber pilhas de material concentradas em um ponto, e recebe essa carga justamente quando já perdeu seção e teve armadura cortada.

Duas regras resolvem quase tudo:

  • retirada contínua, com o material descendo à medida que é gerado
  • acúmulo temporário sobre apoios, junto a pilares e vigas, nunca no meio do vão

A sequência: do meio do vão para os apoios

Uma laje descarrega do centro para as vigas ou paredes que a sustentam. A demolição segue o caminho inverso: começa no meio do vão e avança em direção aos apoios.

Demolir no sentido contrário (começando pelos apoios, que costumam ser as bordas mais acessíveis) retira o caminho de descarga do trecho que ainda está de pé.

Em laje armada em duas direções, entra também a identificação da direção principal, porque uma abertura afeta as duas de formas diferentes.

O serviço ocupa dois pavimentos

O escoramento de uma demolição de laje sustenta o que fica, não o que sai, e ele vai no pavimento de baixo.

Ao abrir uma laje, o trecho remanescente perde continuidade e passa a trabalhar com armadura interrompida na borda do corte. As escoras apoiam esse trecho durante toda a intervenção.

Isso tem uma consequência de planejamento que costuma pegar de surpresa: o andar inferior precisa estar liberado e isolado antes de a abertura começar. Ele não é área de apoio da obra, é onde está a estrutura provisória que segura o que ainda não saiu.

O que a espessura visível esconde

A espessura de um piso quase nunca é a espessura da laje estrutural. Entre uma e outra costuma haver:

  • contrapiso e regularização, com espessura variável
  • enchimento, às vezes com entulho antigo, em edificação com reformas sucessivas
  • instalação embutida, elétrica, hidráulica e de gás, sem cadastro
  • impermeabilização, em área molhada, que rompida obriga a refazer o sistema inteiro da área e não só do trecho aberto

Um furo de sondagem em ponto discreto responde a espessura real, o tipo de laje e o que está embutido. Custa pouco e é a diferença entre um orçamento que fecha e um que é renegociado na primeira semana.

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Perguntas Frequentes

Como identificar o tipo de laje antes de demolir?

Pela face inferior, quando ela está exposta, e por furo de inspeção quando não está. Laje maciça tem teto plano e uniforme. Nervurada mostra o desenho de vigotas cruzadas, com vazios entre elas. Treliçada tem vigotas paralelas com enchimento de bloco entre elas. Steel deck tem fôrma metálica incorporada, visível por baixo. Protendida costuma ser fina para o vão que vence, e é a que mais exige confirmação documental, porque errar nela tem consequência grave.

Por que laje protendida não pode ser cortada normalmente?

Porque ela contém cabos de aço sob tensão permanente, que são o que permite à peça vencer vãos grandes com pouca espessura. Cortar um cabo sem procedimento libera essa energia de forma súbita e perigosa, e ainda remove parte da capacidade da laje remanescente. A demolição de laje protendida exige identificação do traçado dos cabos, alívio controlado da protensão e sequência definida por quem entende do sistema. É o caso em que a pressa é mais cara.

A laje aguenta o entulho da própria demolição?

Não presuma que sim. Ela foi dimensionada para o uso original, e não para receber pilhas de material concentradas em um ponto, justamente quando já perdeu seção e armadura por causa da demolição. Por isso a retirada é contínua, com o material descendo à medida que é gerado, e os pontos de acúmulo temporário ficam sobre apoios, junto a pilares e vigas, e nunca no meio do vão.

Onde começa o corte numa demolição parcial de laje?

No meio do vão, avançando em direção aos apoios. Uma laje descarrega do centro para as vigas ou paredes que a sustentam, e demolir no sentido inverso retira o caminho de descarga do trecho que ainda está de pé. Em laje armada em duas direções, entra também a identificação da direção principal, porque a abertura afeta as duas de formas diferentes.

Precisa escorar o pavimento de baixo?

Praticamente sempre, e o escoramento sustenta a laje que fica, não a que sai. Ao abrir uma laje, o trecho remanescente perde continuidade e passa a trabalhar com armadura interrompida na borda do corte. As escoras ficam no pavimento inferior, o que significa que o serviço ocupa dois andares e o de baixo precisa estar liberado e isolado antes de a abertura começar.

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