TelefoneOrçamentoWhatsApp

Demolição de prédios comerciais

A estrutura é a parte barata. O que consome prazo é retirar o que foi instalado dentro dela, e boa parte disso ainda pertence a outra pessoa.

Revisado em

Chamar no WhatsApp
Demolição de prédios comerciais da GVI Demolidora

Existe uma inversão de expectativa nesse serviço. Quem contrata a demolição de um edifício comercial imagina que o desafio é a estrutura.

A estrutura é a parte previsível e, proporcionalmente, barata. O que consome prazo é esvaziar o prédio, e boa parte do que está dentro pertence a outra pessoa.

O prédio é um esqueleto cheio de sistema

Um edifício comercial é concreto armado com uma densidade de instalação que prédio residencial não tem:

  • ar-condicionado central, com casa de máquinas, dutos e equipamento
  • elevador, casa de máquinas e contrapesos
  • gerador, com tanque de combustível
  • subestação e transformador
  • rede de incêndio, com sprinkler, hidrante e reserva técnica
  • cabeamento estruturado, forro, piso elevado e divisória

Retirar tudo isso, a desmobilização, é a maior parte das horas da obra. A estrutura, uma vez limpa, desce como qualquer prédio de concreto armado.

Orçar pela estrutura e tratar a desmobilização como preliminar é o erro de escopo mais comum aqui.

Cada sistema tem um desligamento e um responsável diferente

Esta etapa é lenta por um motivo que não é técnico: envolve terceiros.

Energia. Corte na entrada e na subestação, com confirmação da concessionária. Disjuntor desligado não é desligamento.

Gás. Corte no ramal, pela distribuidora.

Água e reserva de incêndio. A reserva costuma ser um volume grande, no subsolo ou na cobertura, e precisa ser esvaziada de forma controlada.

Rede de sprinkler. Está sob pressão permanente. Precisa ser despressurizada antes de qualquer corte, e é o item mais esquecido da lista.

Gerador. Tanque drenado e destinação certificada do combustível.

Nenhum desses depende da equipe de demolição, e todos precedem a mobilização. É por isso que o cronograma realista desse serviço começa semanas antes de a máquina chegar.

Nem tudo que está dentro é do contratante

A verificação que mais atrasa obra em edifício comercial é jurídica, não técnica.

Em prédio locado, a instalação interna de cada conjunto costuma ter sido feita pelo locatário: divisória, forro, piso elevado, cabeamento, luminária e, com frequência, o ar-condicionado da unidade. Dependendo do contrato, isso é dele.

O que precisa estar resolvido e formalizado antes da mobilização:

  • entrega das unidades, conjunto por conjunto
  • o que fica e o que o ocupante retira
  • prazo para essa retirada
  • responsabilidade sobre o que for deixado

Começar a demolir com isso em aberto cria disputa com a equipe já em campo, e equipe parada é o item mais caro de uma obra urbana.

O que vale a pena sair inteiro

Prédio comercial contém equipamento com mercado, e essa parcela muda o saldo da obra:

  • elevador, com valor de recuperação
  • grupo gerador, que tem mercado de segunda mão ativo
  • chiller e equipamento de ar-condicionado central
  • transformador e quadros
  • cabo de cobre, em quantidade grande num edifício comercial
  • estrutura metálica, quando existe

A condição é sempre temporal: inteiro e antes. Depois que a máquina entra, equipamento vira sucata pelo peso, e cobre separado vira volume misturado que ainda paga transporte.

A sequência que preserva valor é: desligar, retirar o que vale, tratar passivo, demolir. Inverter os dois últimos por pressão de cronograma é o que mais destrói receita nesse tipo de obra.

A calçada faz parte da obra

Prédio comercial está quase sempre em via movimentada, com comércio ativo em volta e fluxo constante de pedestre. O entorno é item de projeto:

  • bandeja de proteção e tela de fachada
  • tapume e passagem coberta para pedestre, quando a calçada é tomada
  • sinalização e apoio para entrada e saída de caminhão
  • janela de circulação, que em área central é restrita e define o número de caçambas por dia

Vale confirmar as exigências e os horários com o município antes de fechar o cronograma. Descobrir que o caminhão só circula em determinada faixa de horário depois de contratar o prazo é uma correção cara.

Passivos que aparecem por causa da idade

Edifício comercial antigo carrega itens que não estão no projeto:

  • fibrocimento com amianto, em cobertura, caixa d’água e shaft, em construção anterior à proibição, em São Paulo, Lei estadual 12.684/2007
  • transformador com óleo, que exige drenagem e destinação
  • tanque de combustível do gerador, com o mesmo trâmite
  • material de forro e isolamento antigo, que pede caracterização

Todos são etapa própria, anterior ao serviço estrutural. Encontrá-los com a obra em andamento significa parar e esperar trâmite, e a parada, num prédio comercial, custa mais do que o tratamento.

Leia também

Perguntas Frequentes

Por que a estrutura não é a parte cara de um prédio comercial?

Porque ela é o que sobra depois. Um edifício comercial é um esqueleto de concreto com uma quantidade grande de sistemas instalados dentro: ar-condicionado central, elevador, gerador, subestação, rede de incêndio, cabeamento, forro, divisória e revestimento. Retirar tudo isso é a maior parte das horas da obra e envolve desligamento, despressurização e drenagem. A estrutura, uma vez limpa, desce com o mesmo método de qualquer prédio de concreto armado.

O que precisa ser desligado antes, e por quem?

Energia na entrada e na subestação, com confirmação da concessionária e não apenas o disjuntor desligado. Gás, com corte no ramal. Água e a reserva de incêndio, que muitas vezes é um volume grande no subsolo ou na cobertura. A rede de sprinkler, que precisa ser despressurizada antes de qualquer corte, porque ela está sob pressão permanente. E o gerador, com o tanque de combustível drenado e certificado. Cada um tem um responsável diferente, e é por isso que essa etapa demora.

O que dentro do prédio pertence aos ocupantes?

Frequentemente muita coisa, e isso precisa estar resolvido em contrato antes da mobilização. Em edifício locado, a instalação interna de cada conjunto, divisória, forro, piso elevado, cabeamento e às vezes o ar-condicionado da unidade foram feitos pelo locatário e podem ser dele. Começar a demolir sem que a devolução e a retirada estejam formalizadas cria disputa no meio da obra, com a equipe parada. É a verificação jurídica que mais afeta o cronograma.

O que tem valor de recuperação?

Bastante, e é o que mais muda o saldo desse tipo de obra. Elevador, grupo gerador, chiller e equipamento de ar-condicionado central, transformador, quadros, cabo de cobre e estrutura metálica têm mercado de segunda mão ou de sucata. A condição é temporal: precisam sair inteiros e antes da demolição estrutural. Depois que a máquina entra, equipamento vira sucata pelo peso e cobre separado vira volume misturado.

Como se protege a calçada e a rua?

Com bandeja de proteção, tapume, tela de fachada e, quando necessário, passagem coberta para pedestre, além de sinalização e apoio para a circulação de caminhão. Prédio comercial costuma estar em via movimentada, com comércio ativo em volta e calçada de fluxo intenso, então a proteção do entorno é item de projeto e não improviso. As exigências e os horários de circulação são municipais, e vale confirmá-los antes de definir o cronograma.

Precisa de resposta rápida para sua obra?

Fale com nossos especialistas e receba suporte técnico para demolição, terraplenagem, locação de máquinas e demandas urgentes de operação.

Preencha os campos abaixo