TelefoneOrçamentoWhatsApp

Demolição de viadutos

O que se demole é um trecho de via. O projeto principal não é o da demolição: é o do desvio, e ele é uma decisão de cidade.

Revisado em

Chamar no WhatsApp
Demolição de viadutos da GVI Demolidora

Ponte e viaduto se parecem em corte e são obras diferentes em planta.

Numa ponte, a pergunta que organiza tudo é o que existe embaixo. Num viaduto urbano, essa pergunta continua valendo, e vem acompanhada de outra, maior:

para onde vai o tráfego que passava em cima.

O viaduto não é uma estrutura sobre a cidade. Ele é um trecho da malha viária, e removê-lo retira uma ligação que a cidade usa todo dia.

O projeto principal é o do desvio

Antes de método, sequência ou equipamento, existe um documento que condiciona todo o resto: o plano de desvio.

Ele precisa responder:

  • por onde o tráfego passa a circular
  • se as vias alternativas comportam esse volume
  • o que acontece nos cruzamentos que vão receber a carga adicional
  • como o transporte coletivo é reroteado
  • em que horários cada etapa pode acontecer

Nada disso é decisão de quem executa. É decisão do órgão de trânsito, e o cronograma da obra se monta depois dela, não antes.

Etapas, não fechamento

Em avenida movimentada, o fechamento total costuma ser inviável, e a obra passa a avançar por etapas com faixas ou pistas liberadas alternadamente.

Isso impõe uma restrição que define o método inteiro: ao fim de cada turno, o que fica precisa estar estável e trafegável.

Não pode haver estrutura parcialmente demolida sobre via aberta, nem elemento à espera da continuidade do serviço no dia seguinte. Cada etapa é fechada em si.

É essa exigência, e não o volume de concreto, que faz o prazo de um viaduto ser medido em meses.

A estrutura foi montada, e costuma sair pelo mesmo caminho

A maioria dos viadutos urbanos é de vigas pré-moldadas apoiadas sobre travessas e pilares. Isso abre o melhor caminho possível:

  1. retirar a laje de ligação e os elementos de continuidade
  2. liberar as vigas dos apoios
  3. içar cada viga inteira com guindaste

Velocidade é a vantagem óbvia. A outra pesa mais: viga içada inteira não gera material caindo sobre a via, e a fragmentação acontece depois, no chão, em área isolada.

Em estrutura moldada no local e contínua, isso não existe: os vãos trabalham juntos, e remover um redistribui esforços nos vizinhos. A sequência passa a ser verificada peça por peça.

O que passa dentro do viaduto não está no projeto do viaduto

Este é o item que mais para obra desse tipo.

Ao longo da estrutura e apoiadas nela costumam correr:

  • energia e iluminação pública
  • semáforo e sinalização eletrônica
  • cabo de dados e fibra óptica
  • adutora
  • drenagem urbana

Instaladas em épocas diferentes, por empresas diferentes, e registradas, quando são, no cadastro de quem as instalou. Nenhuma aparece no desenho estrutural.

O levantamento de interferências é etapa própria: cadastro de cada concessionária, mais detecção em campo, mais confirmação de desligamento por medição. Ele precede a definição da sequência.

Pilares, canteiro e calçada

Os pilares saem. A dúvida real é sobre bloco e estaca, e ela se resolve pelo que vai ocupar aquele espaço depois.

Pilar de viaduto costuma estar em canteiro central ou em calçada, cercado por rede enterrada de várias concessionárias. Escavar ali para remover a fundação é frequentemente mais arriscado e mais caro do que o benefício de removê-la.

Por isso a decisão comum é cortar na cota do pavimento e deixar o restante, e ela precisa estar escrita antes.

Definir isso previamente evita as duas situações caras: remover mais do que era necessário, ou encontrar a fundação antiga durante a obra que vem depois.

O que a via recebe de volta

A entrega de uma demolição de viaduto não termina quando a estrutura sai. Ela termina quando a via abaixo está em condição de uso:

  • pavimento recomposto onde havia apoio, canteiro ou intervenção
  • drenagem restabelecida, porque o viaduto costuma ter interferido nela
  • iluminação e sinalização repostas na configuração nova
  • guia, sarjeta e calçada refeitas

Essa fase é subestimada com regularidade. Uma avenida devolvida com estrutura removida e pavimento remendado não está entregue, e é justamente a parte que a cidade vê todos os dias.

Leia também

Perguntas Frequentes

O que diferencia a demolição de um viaduto da de uma ponte?

O viaduto é parte da malha viária urbana, e removê-lo retira uma ligação que a cidade usa todos os dias. Numa ponte, a preocupação central costuma ser o que está embaixo, como o curso d'água. Num viaduto, além do que passa embaixo, existe o tráfego que passava em cima e precisa ir para outro lugar. O projeto de desvio, com capacidade das vias alternativas e impacto nos cruzamentos, é o documento que mais condiciona a obra.

Dá para demolir um viaduto sem fechar tudo?

Costuma ser a única forma viável em avenida movimentada, e é o que torna a obra longa. O serviço avança por etapas, com faixas ou pistas liberadas alternadamente, e cada etapa precisa deixar uma condição estável e trafegável ao fim do turno. Isso restringe muito o método, porque nada pode ficar parcialmente demolido de um dia para o outro sobre uma via aberta, e é por isso que o prazo de um viaduto é medido em meses e não em semanas.

O que passa dentro da estrutura de um viaduto?

Bem mais do que parece. Rede de energia, iluminação pública, semáforo, cabo de dados e fibra, adutora e, com frequência, drenagem urbana correm ao longo da estrutura ou apoiadas nela, instaladas em épocas diferentes e por empresas diferentes. Nenhuma delas aparece no projeto do viaduto. O levantamento de interferências, com cadastro de cada concessionária e detecção em campo, é uma etapa própria e precede qualquer definição de sequência.

Como se demole a estrutura em si?

Depende de como ela foi montada, e a maioria dos viadutos urbanos é de vigas pré-moldadas apoiadas sobre travessas e pilares. Nesse caso, o caminho natural é o inverso da montagem: retirar a laje de ligação, liberar as vigas e içá-las inteiras com guindaste, o que é rápido e evita queda de material sobre a via. Em estrutura moldada no local e contínua, isso não existe, e a remoção precisa respeitar a redistribuição de esforços entre os vãos.

Os pilares e as fundações saem?

Os pilares sim, e a decisão sobre bloco e estaca depende do que vai ocupar aquele espaço depois. Pilar de viaduto costuma estar em canteiro central ou em calçada, cercado por rede enterrada de várias concessionárias, o que muitas vezes leva a cortar na cota do pavimento e deixar o restante. Definir isso antes evita duas situações caras: remover mais do que era preciso, ou descobrir a fundação antiga durante a obra que vem depois.

Precisa de resposta rápida para sua obra?

Fale com nossos especialistas e receba suporte técnico para demolição, terraplenagem, locação de máquinas e demandas urgentes de operação.

Preencha os campos abaixo