Ponteira não acertada
Consumo acima do previsto sem definição prévia de quem paga o excedente.
QuandoContrato sem cláusula de consumível
Preço de locação com rompedor: a ponteira é consumível e o desgaste depende do material. É a linha que separa o valor cotado do faturado.
A locação de um conjunto com rompedor tem as mesmas linhas de uma locação comum, mais uma que costuma passar despercebida na cotação e aparecer na fatura: o consumo de ponteira.
A ponteira é item de desgaste. Ela encurta e deforma com o uso, e a velocidade disso depende quase inteiramente do material. Concreto armado com muita armadura, rocha abrasiva e material com sílica consomem ponteira em horas; concreto simples consome em dias.
Some o regime de trabalho. Rompedor tem ciclo de operação recomendado, e percussão contínua acima disso acelera o desgaste da ponteira e do próprio martelo.
Nada disso é surpresa para a locadora, e por isso o item aparece em contrato. O que gera atrito é quando ele não é acertado antes: quantas ponteiras o período cobre, o que acontece se passar disso, e como o desgaste será medido no retorno da máquina.
As quatro primeiras linhas valem para qualquer locação. A quinta é exclusiva do rompedor, e é a que mais varia entre uma obra e outra.
A tonelagem da escavadeira e a classe do martelo definem a diária e o custo de transporte.
Ida e volta do conjunto, cobrada à parte e independente do tempo de uso.
Horas incluídas e valor da hora excedente, apuradas pelo horímetro da máquina.
Se o operador está incluso, e a jornada prevista no contrato.
Quantas acompanham o conjunto, quem paga o excedente e como o desgaste é medido na devolução.
A ponteira nova e a já usada são a mesma peça em dois momentos. Ela encurta, deforma na ponta e chega a um limite em que deixa de transmitir energia direito.
É por isso que ela entra em contrato como consumível, e não como parte do equipamento. E é por isso que a pergunta sobre o material vem antes da pergunta sobre o preço: em concreto muito armado ou rocha abrasiva, esse desgaste acontece em horas.

Nenhum dos quatro é imprevisível. Todos se resolvem com uma informação a mais na cotação ou uma cláusula a mais no contrato.
Consumo acima do previsto sem definição prévia de quem paga o excedente.
QuandoContrato sem cláusula de consumível
Concreto descrito como simples que se revela armado, com consumo e tempo bem maiores.
QuandoCotação feita sem visita
Restrição de ruído que reduz as horas úteis do dia e estende o prazo total da locação.
QuandoObra em área ocupada
Uso acima do ciclo recomendado, que acelera desgaste e pode gerar cobrança adicional.
QuandoObra com pressa e frente única
A informação que resolve os quatro é a mesma, e cabe numa frase: o que vai ser rompido, com que espessura, com quanta armadura e dentro de qual janela de horário.
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Depende do contrato, e é a linha que mais separa o valor cotado do faturado nesta modalidade. A ponteira é item de desgaste: ela encurta e deforma com o uso, e a velocidade disso depende do material. O que precisa estar definido antes é quantas acompanham o conjunto, quem paga o que exceder e como o desgaste é apurado na devolução. Locadora séria traz isso na proposta, e vale confirmar se não vier.
Porque quem define o consumo é o material, não a máquina. Concreto armado com muita armadura, rocha abrasiva e material com alto teor de sílica consomem ponteira em horas. Concreto simples e alvenaria consomem em dias. Some o regime de trabalho, porque rompedor tem ciclo de operação recomendado e percussão contínua acima disso acelera o desgaste tanto da ponteira quanto do martelo. Duas obras da mesma duração podem ter consumos muito diferentes.
São quatro diferenças. A diária é maior, porque o conjunto vale mais que a escavadeira sozinha. A mobilização é ligeiramente maior, pelo peso adicional. Entra a linha de consumo de ponteira, que não existe na locação comum. E o prazo pode ser maior em obra urbana, porque a restrição de ruído reduz a janela útil do dia. As quatro deveriam aparecer separadas na proposta.
Informando o material com precisão. O que vai ser rompido, com que espessura e se há armadura dentro é o que define a classe do martelo, o consumo esperado de ponteira e o ritmo do serviço. Cotação feita sem essa informação sai com margem de segurança inflada ou sai barata e é renegociada depois. Vale também informar o entorno: restrição de ruído reduz a janela de trabalho e estende o prazo total da locação.
Não é recomendável, e em contrato pode gerar cobrança. Rompedor hidráulico tem ciclo de trabalho recomendado pelo fabricante, com pausas que permitem a dissipação de calor. Percussão contínua acima desse ciclo acelera o desgaste da ponteira, aquece o sistema hidráulico e reduz a vida útil do martelo. Na prática, o trabalho intermitente com troca de posição rende mais no material e preserva o equipamento, e é o que um operador experiente faz por hábito.
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