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Demolição mecanizada

A máquina resolve o serviço até a altura do braço dela. Acima disso, e no ponto onde ela se apoia, estão as duas perguntas que decidem o método.

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Demolição mecanizada da GVI Demolidora

Em demolição mecanizada, a conversa costuma girar em torno de produtividade e porte de equipamento. Na prática, o método é decidido por duas medidas bem mais prosaicas:

  • até onde o braço alcança
  • onde a máquina consegue ficar de pé

Potência quase nunca é o limite. Alcance e posicionamento, quase sempre.

O alcance define a estratégia inteira

Uma escavadeira de demolição trabalha a partir do chão até a altura que o braço permite. Acima disso, ela não trabalha, e essa fronteira reorganiza a obra.

Quando a estrutura é mais alta que o alcance disponível, existem três caminhos, e eles não são a mesma obra:

Trazer a estrutura até o alcance. Equipamento pequeno é içado sobre a laje e demole os pavimentos superiores de cima para baixo, até que o restante entre no alcance da máquina de solo. Exige verificação de carga da laje e escoramento, e é mais lento.

Máquina de alto alcance. Braço articulado projetado para isso, que resolve alturas bem maiores. Cobra área de apoio, distância de segurança e um piso que suporte a máquina, que é pesada.

Demolir por dentro. Quando a fachada precisa permanecer, o serviço acontece no interior, com equipamento de porte compatível com o pé-direito e o acesso.

A escolha entre elas se faz antes do orçamento, não durante a obra.

Onde a máquina se apoia é a segunda pergunta

Alcance sobrando não resolve nada se não houver onde posicionar o equipamento. O que decide:

  • distância até a estrutura, porque o alcance útil cai conforme o braço se estende
  • capacidade do piso, especialmente sobre laje, subsolo, galeria ou tampa de reservatório
  • espaço de manobra, que em terreno urbano é o que mais falta
  • rota de saída, porque a máquina precisa recuar à medida que a estrutura cai

O último item é o que mais gera improviso em campo. Máquina que avança sem planejar o recuo termina cercada pelo próprio entulho.

Sobre a laje: é conta, não decisão de campo

Posicionar equipamento sobre laje é rotina em demolição de pavimentos superiores, e é também onde mais se erra por presunção.

O projeto dela respondeu ao uso do prédio, e nesse uso não havia máquina parada num ponto com entulho empilhado ao lado. As duas chegam juntas, e chegam quando a peça já perdeu seção.

Entram na conta o porte da máquina, como o peso dela se distribui no contato com o piso, a distância do apoio até viga e pilar, e o que sustenta o andar de baixo. Olhar a espessura não responde nada disso.

O implemento troca durante o serviço

Não existe um implemento que resolva a obra inteira, e trocar durante o serviço é sinal de método, não de improviso:

Rompedor. Fragmenta por impacto. É o mais produtivo em concreto massivo, e o que mais transmite vibração ao entorno.

Pulverizador. Aperta em vez de bater, e o mesmo aperto que rompe o concreto solta a armadura. Vibração muito menor, o que o torna a escolha perto de vizinho, e ele já entrega o material segregado.

Tesoura. Corta perfil metálico e armadura, onde o rompedor apenas amassa.

Concha e garra. Movimentam, carregam e organizam. Boa parte das horas de uma demolição é isso.

O que a máquina não faz

Mecanizar reduz muito o trabalho manual. Não o elimina, e a parcela que sobra costuma ser subestimada no orçamento:

  • remoção prévia do que tem valor de reuso e do que é passivo, como amianto e instalação com resíduo
  • corte junto ao que fica, onde a máquina não tem a precisão necessária
  • desmonte de instalação, elétrica, hidráulica e de gás
  • acabamento de borda, em intervenção parcial

Em demolição total essa parcela é pequena. Em demolição parcial, ela pode ser a maior parte do serviço, e orçar como se tudo fosse mecanizado é o erro que aparece na segunda semana de obra.

Produtividade da máquina não é produtividade da obra

Uma escavadeira de demolição derruba estrutura mais rápido do que a obra consegue retirar o material.

O resultado prático é que o cronograma passa a ser ditado pela caçamba: quantas cabem por dia, qual a janela de circulação de caminhão no município, qual a distância até a área licenciada.

Por isso, em obra bem conduzida, a máquina alterna entre demolir e carregar. E por isso ampliar o porte do equipamento costuma render menos, em prazo, do que ampliar a frota de transporte.

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Perguntas Frequentes

O que limita a demolição mecanizada?

Duas medidas, e nenhuma delas é potência. A primeira é o alcance vertical do braço, que define até que altura a máquina trabalha a partir do chão. A segunda é onde a máquina consegue se posicionar, com que distância até a estrutura e sobre que piso. Estrutura mais alta que o alcance disponível exige outra estratégia, e terreno que não permite posicionar o equipamento na distância certa muda o serviço mesmo com o alcance sobrando.

O que se faz quando o prédio é mais alto que o alcance da máquina?

Há três caminhos, e a escolha é de custo e de espaço. Trazer a estrutura até o alcance, demolindo os pavimentos superiores com equipamento pequeno içado sobre a laje e descendo aos poucos. Usar máquina de alto alcance, com braço articulado próprio para isso, que resolve alturas maiores mas exige área de apoio e distância de segurança. Ou demolir por dentro, quando a fachada precisa ficar. Nenhuma delas é a mesma obra, e a diferença aparece já no orçamento.

Máquina em cima da laje pode?

Pode em muitos casos, e é como se demolem pavimentos superiores, mas nunca por presunção. O projeto da laje respondeu ao uso do prédio, e obra em cima dela não estava nesse uso. O que se verifica é quanto pesa a máquina, como esse peso chega ao piso, onde ela se apoia em relação a vigas e pilares, e o escoramento do pavimento de baixo. É uma conta de engenharia, não uma decisão de campo.

Qual implemento se usa em cada situação?

O rompedor trabalha por golpe: rende mais que qualquer outro em concreto sem muita armadura, e devolve ao entorno a energia que não usou. O pulverizador aperta em vez de bater, e o mesmo aperto solta a armadura, com vibração muito menor, o que o torna a escolha perto de vizinho. Tesoura corta perfil metálico e armadura. Concha e garra fazem a movimentação e o carregamento. Numa obra bem conduzida o implemento troca durante o serviço, porque nenhum deles resolve tudo.

Mecanizar dispensa trabalho manual?

Reduz muito, e não elimina. Sobra para o manual tudo que exige precisão que a máquina não tem ou acesso onde ela não entra: remoção prévia do que tem valor ou do que é passivo, corte junto ao que precisa ficar, desmonte de instalação, e acabamento de borda em intervenção parcial. Em demolição parcial essa parcela é grande. Orçar uma obra como se fosse toda mecanizada é o tipo de erro que aparece na segunda semana.

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