Abertura de vão em laje
Passagem para escada, elevador ou shaft novo. A armadura cortada precisa ser compensada no contorno do vão.
QuandoRetrofit e mudança de layout
Demolição estrutural parcial: quando um pilar ou uma viga sai e o resto do prédio continua de pé. A carga não desaparece, ela procura outro caminho.
Demolição estrutural parcial é o serviço em que um elemento sai e a edificação continua de pé: abrir vão em laje para uma escada nova, remover um pilar que atrapalha o layout, cortar uma viga, tirar um pavimento de um prédio que segue em uso.
É o oposto de derrubar. Numa demolição total não importa por onde a carga desce, porque nada precisa continuar em pé. Aqui importa tudo, porque a carga que passava pelo elemento removido não desaparece com ele, ela procura outro caminho até a fundação, e esse caminho pode não existir.
Por isso a ordem é sempre a mesma e nunca se inverte: projeto, reforço, e só então remoção. O caminho novo de carga é construído e posto em serviço antes de o antigo ser retirado, e a estrutura em nenhum momento fica sem por onde descarregar.
O método também muda. Impacto que é rotina numa demolição comum aqui é risco, porque fissura o que precisa permanecer íntegro. O trabalho é de corte (serra, fio diamantado, perfuração em linha), que separa sem sacudir o que fica.
Todos os casos abaixo têm o mesmo problema de fundo e soluções diferentes. Em cada um, alguma coisa precisa continuar em pé e em uso depois que o elemento sair.
Passagem para escada, elevador ou shaft novo. A armadura cortada precisa ser compensada no contorno do vão.
QuandoRetrofit e mudança de layout
O caso mais severo. Exige viga de transição que receba a carga dos andares acima antes de o pilar sair.
QuandoAmpliação de vão livre
Redistribui esforço para as vigas vizinhas e para a laje, que passam a trabalhar de outro jeito.
QuandoAdequação de pé-direito e de passagem
Retirada de um ou mais andares de edifício que permanece em uso, com a estrutura remanescente reavaliada.
QuandoRedução de gabarito e retrofit
Estrutura que já recebeu intervenção anterior sem projeto e onde o caminho de carga atual é desconhecido.
QuandoPrédio com histórico de reforma
Remoção de elemento enterrado que ainda recebe carga de estrutura vizinha ou de contenção.
QuandoSubsolo e divisa
O que separa esses casos de uma demolição comum não é o tamanho do que sai. É que existe um depois, e a estrutura precisa chegar nele funcionando.
A assinatura de uma remoção parcial bem feita é visual: a borda do que saiu é reta. Corte de serra ou de fio diamantado deixa face lisa e armadura seccionada no plano previsto, sem o esborcinado que a percussão produz.
E embaixo do trecho em intervenção há escoramento, sempre. Ele não sustenta o que vai sair: sustenta o que fica, enquanto a estrutura passa de um caminho de carga para o outro.

Numa demolição total, martelo e rompedor são a ferramenta natural. Em remoção parcial cada um dos efeitos abaixo atinge justamente a parte que precisa permanecer inteira.
Vibração de percussão se propaga pela estrutura e abre fissura em elementos que não estão sendo demolidos.
QuandoLaje e pilar adjacentes
Impacto repetido degrada a ligação entre concreto e armadura na região vizinha ao corte.
QuandoContorno de vão e de abertura
Rompimento avança além da linha prevista e atinge armadura que deveria ser preservada.
QuandoPeça com armadura densa
Material acumulado sobre a laje durante o serviço é carga nova numa estrutura já em transição.
QuandoRemoção em pavimento intermediário
Corte com serra e fio diamantado custa mais por metro que percussão. Em remoção parcial essa diferença é o preço de não danificar a estrutura que fica, e costuma ser menor que o custo de recuperá-la depois.
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Dá, e é um dos serviços mais comuns dentro de demolição estrutural parcial, mas nunca sem projeto. A carga que descia por aquele pilar não desaparece quando ele sai: ela precisa de outro caminho até a fundação. Na prática isso significa executar uma viga de transição, ou reforço equivalente, que recebe a carga dos pavimentos acima e a redistribui para os pilares vizinhos. O reforço é construído e posto em serviço antes de o pilar ser removido, e a estrutura em nenhum momento fica sem por onde descarregar.
Porque o que fica precisa continuar íntegro, e a percussão atinge exatamente isso. A vibração se propaga pela estrutura e abre fissura em laje e pilar que não estão sendo demolidos, degrada a aderência entre concreto e armadura na região vizinha ao corte, e o rompimento tende a avançar além da linha prevista. Por isso o método é de corte (serra, fio diamantado, perfuração em linha), que separa sem sacudir. Custa mais por metro que percussão e evita o custo maior, que é recuperar a estrutura remanescente.
Sim, mesmo quando o vão é pequeno. Cortar uma laje interrompe a armadura que a atravessa, e essa armadura precisa ser compensada no contorno da abertura para que a laje continue trabalhando. Sem isso, o vão vira ponto de concentração de esforço e a fissura aparece depois, quando a estrutura já está em uso. O projeto define a posição possível do vão, o reforço de borda e a sequência de corte, e leva responsável técnico.
Frequentemente sim, e é o cenário mais comum nesse serviço. O que muda é a logística e o controle, isolamento da área de trabalho, escoramento do pavimento inferior durante a intervenção, atenção ao acúmulo de entulho sobre a laje, que é carga nova numa estrutura em transição, e método de corte em vez de percussão para reduzir ruído e vibração para os ocupantes. A sequência precisa manter a estrutura estável em todas as etapas, e não apenas no início e no fim.
A composição é diferente da de uma demolição comum, e o volume removido costuma ser o item mais barato. Pesam o projeto estrutural com responsável técnico, o reforço executado antes da remoção (viga de transição, escoramento, compensação de armadura) e o método de corte, que tem produtividade menor e custo por metro maior que percussão. O orçamento sai depois do projeto, porque antes dele não há como dimensionar o reforço nem a sequência.
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