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Esvaziamento seletivo · Estrutura

Demolidora de prédios residenciais

Demolição de prédio residencial: antes da estrutura vem o esvaziamento. É a etapa mais longa, a que mais recupera material e a que decide o volume final.

Esvaziar primeiroA estrutura é a última etapa, não a primeira
Muita vedaçãoUnidades pequenas significam muita parede interna
Sai mais do que entulhoEsquadria, louça, metal e fiação têm destino próprio
A variável dominante

Um prédio residencial vem cheio, e é isso que dá o prazo

Um galpão vazio é estrutura e cobertura. Um prédio residencial é estrutura, cobertura e tudo o que foi instalado dentro de dezenas de apartamentos ao longo de décadas.

Por isso o serviço começa pelo esvaziamento seletivo, que é a retirada ordenada de tudo que não é estrutura: esquadria, porta, louça e metal sanitário, bancada, piso e revestimento, forro, fiação, tubulação e o que ficou nas unidades. É a etapa mais longa do cronograma e a que menos se parece com demolição.

Ela também é a que mais recupera material. Esquadria de alumínio, tubulação e fiação de cobre, louça e metal sanitário, e portas em bom estado têm mercado quando saem inteiros. Fragmentados junto com a alvenaria, viram volume misturado.

E há uma característica que distingue o residencial do comercial na hora de estimar volume: o apartamento é uma planta compartimentada. Muitos quartos, banheiros e cozinhas significam muito mais parede interna por metro quadrado do que uma laje de escritório aberta.

esvaziamento seletivoA etapa mais longa, e a que define o volume real da obra
Compartimentadopor que o volume surpreendePlanta residencial tem muito mais vedação por metro quadrado
Inteirocomo o recuperável saiEsquadria, louça, metal e cobre valem quando não são fragmentados
Esvaziamento

O que sai antes de a estrutura ser tocada

Cada item abaixo é retirado por acesso normal, sem máquina pesada, e todos precisam sair antes de a demolição estrutural começar. É onde o prazo se concentra e onde o recuperável existe.

Esquadria e vidro

Janela, porta de alumínio e caixilho, com valor de revenda e de sucata quando retirados inteiros.

QuandoAntes de qualquer abertura na fachada

Louça e metal sanitário

Bacia, cuba, torneira e registro, com mercado de reuso e de metal quando não quebrados.

QuandoEsvaziamento de área molhada

Fiação e tubulação

Cobre de instalação elétrica e hidráulica, com o maior valor por peso de tudo que sai do prédio.

QuandoApós corte formal de utilidades

Forro e divisória

Gesso, madeira e divisória leve, que precisam sair separados porque têm destino distinto do entulho comum.

QuandoInício do esvaziamento

Piso e revestimento

Cerâmica, porcelanato e pedra, geralmente sem reuso mas com separação que reduz o volume misturado.

QuandoDepois da retirada de esquadria

Elevador e casa de máquinas

Equipamento com valor próprio e retirada específica, incluindo cabo, motor e quadro.

QuandoPrédio com mais de quatro pavimentos

A ordem tem consequência direta no orçamento. Depois que a máquina entra, tudo o que estava listado aqui deixa de ter destino próprio e passa a ser volume misturado a destinar.

Esvaziamento

Separado no apartamento, não na caçamba

O esvaziamento seletivo bem feito parece organização e é economia. Esquadria numa pilha, louça e metal em outra, cobre e tubulação numa terceira, tudo separado ainda dentro da unidade.

Depois que desce misturado, nada disso se separa de novo com custo que valha a pena. A receita do prédio se decide no andar, e não no térreo.

Material separado por tipo dentro da unidade, antes de descer
Material separado por tipo dentro da unidade, antes de descer
Sinais de alerta

O que costuma aparecer num prédio antigo

Todos os itens abaixo estão escondidos por revestimento e aparecem durante o esvaziamento, não na visita inicial. Levantar cada um antes evita renegociação com a obra em andamento.

Amianto na cobertura

Telha e caixa d'água de fibrocimento anteriores à proibição, com remoção controlada própria.

QuandoPrédio anterior a 2007

Tinta antiga

Revestimento com pintura de décadas passadas pode exigir cuidado próprio na remoção e destinação.

QuandoEdificação de meados do século XX

Alvenaria estrutural

Prédio sem pilares aparentes, em que as paredes são a estrutura e a sequência de desmonte é outra.

QuandoEdifício de até cinco pavimentos

Reservatório e cisterna

Caixa d'água superior e inferior, e cisterna enterrada que precisa ser esvaziada e aterrada.

QuandoTodo prédio, e a inferior costuma ser esquecida

Nenhum inviabiliza a demolição, e todos mudam prazo ou destinação. O esvaziamento é justamente a fase em que aparecem, e é por isso que ele acontece antes de o cronograma estrutural ser assumido.

Perguntas Frequentes

Por que a demolição de um prédio residencial demora mais?

Porque a estrutura é a última etapa, e a primeira é o esvaziamento seletivo, a retirada ordenada de esquadria, porta, louça, metal sanitário, bancada, piso, revestimento, forro, fiação e tubulação de dezenas de unidades. Essa fase é feita por acesso normal, sem máquina pesada, e ocupa boa parte do cronograma. Ela também é a que mais recupera material, então acelerá-la fragmentando tudo junto com a alvenaria elimina justamente a parcela que abateria o orçamento.

O que dá para aproveitar de um prédio residencial?

Bastante, e quase tudo depende de sair inteiro. Fiação e tubulação de cobre têm o maior valor por peso de tudo que sai da obra. Esquadria de alumínio tem revenda e sucata. Louça e metal sanitário têm mercado de reuso quando não são quebrados. Portas em bom estado também. Elevador, motor e quadro têm valor próprio. Todo esse conjunto deixa de existir como receita no momento em que a demolição estrutural começa, porque a partir daí vira volume misturado a destinar.

O volume de entulho é maior que o de um prédio comercial?

Por metro quadrado, costuma ser. A razão é a compartimentação: uma planta residencial tem muitos quartos, banheiros e cozinhas, o que significa bem mais parede interna por metro quadrado do que uma laje de escritório aberta. Some o revestimento, que em área molhada cobre paredes inteiras. Na hora de estimar volume, comparar um prédio residencial com um comercial de mesma metragem subestima o primeiro.

Prédio residencial antigo tem amianto?

Pode ter, e o ponto a verificar é a data. A proibição em São Paulo vem da Lei estadual 12.684/2007, e ela sobreviveu ao teste no Supremo em 2017, no julgamento que derrubou o artigo da lei federal 9.055/1995 que permitia a crisotila. Em prédio anterior a isso, telha de fibrocimento e caixa d'água são os pontos clássicos. Confirmada a presença, aquilo sai do escopo de demolição: vira serviço próprio, feito antes, por quem tem treinamento, com o material embalado ainda no telhado.

Quanto custa demolir um prédio residencial?

A composição tem o esvaziamento seletivo como item de maior prazo, e a demolição estrutural como o de maior volume. Pesam também a altura, que define a contenção necessária, o entorno, porque prédio residencial costuma estar em área densa com vizinho próximo, e a distância até a área licenciada de destino. A favor conta o que o esvaziamento recupera, desde que ele esteja previsto no plano. A proposta é fechada depois da visita, com cada linha separada.

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