Investigação do terreno
Terreno de antiga indústria ou de posto de combustível pode exigir investigação de solo antes de qualquer escavação, com o passivo respondendo ao órgão ambiental.
QuandoSempre que houver histórico industrial no lote
Demolição em Osasco: uma cidade que virou serviços sobre um chão que foi metalúrgico. O passivo do terreno anterior é o que muda o escopo.
Osasco começou industrial. A primeira fábrica é de por volta de 1890, uma olaria de tijolos e telhas, e depois vieram as metalúrgicas pesadas que definiram a cidade por quase um século.
Hoje o município é o 7º maior PIB do Brasil e o 2º do estado, com 71,7% da economia em serviços e comércio. Bradesco, SBT, RedeTV!, Avon e Mercado Livre estão sediados aqui.
Essa transição é a razão pela qual se demole em Osasco. Não é demolição de galpão em operação: é reconversão de chão industrial, planta antiga saindo para dar lugar a torre comercial, residencial ou centro logístico.
E aí entra a variável que quase nunca está no orçamento: terreno que abrigou indústria pode ter passivo ambiental. Isso não se descobre olhando a superfície, e descobrir depois de mobilizar equipe é o cenário caro.
Demolir uma planta antiga no meio de uma cidade adensada combina dois problemas que costumam aparecer separados, o passivo do terreno e o vizinho a poucos metros.
Terreno de antiga indústria ou de posto de combustível pode exigir investigação de solo antes de qualquer escavação, com o passivo respondendo ao órgão ambiental.
QuandoSempre que houver histórico industrial no lote
Galpão antigo com estrutura rebitada, alvenaria portante e cobertura de fibrocimento que pode conter amianto, manejo e destinação próprios.
QuandoPlanta anterior aos anos 1990
A cidade cresceu em volta da fábrica. O que era periferia industrial hoje tem residência na divisa, com limite de vibração e de ruído.
QuandoPraticamente toda planta antiga do município
Base de equipamento pesado e bloco de máquina ficam abaixo da cota do piso e não aparecem na inspeção visual.
QuandoRemoção completa para nova incorporação
Estrutura metálica de época costuma render volume relevante de material com valor de revenda, abatido do orçamento quando separado na origem.
QuandoDesmontagem de galpão e de equipamento
Rua estreita, trânsito pesado e proximidade das linhas 8 e 9 da CPTM limitam horário e manobra de caminhão.
QuandoObra fora dos eixos das rodovias
A avaliação estrutural aqui não termina na estrutura. Ela precisa incluir o histórico de ocupação do terreno, porque é ele que define se a obra é uma demolição ou uma demolição com remediação, e a diferença entre as duas é de outra ordem de grandeza.
Além do licenciamento municipal de obra e demolição, reconversão de área industrial costuma envolver o órgão ambiental estadual, e é essa camada que define prazo.
Projeto assinado protocolado na Prefeitura de Osasco, que também fiscaliza a obra. Lote com passado industrial entra com uma camada a mais de análise.
QuandoQualquer demolição, inclusive parcial
Além do plano e da comprovação de destino, terreno com passivo pode exigir caracterização do que sai antes de qualquer caçamba deixar a obra.
QuandoTodo material que sai do terreno
Terreno com histórico industrial pode exigir investigação e, conforme o resultado, remediação antes da escavação, com trâmite no órgão ambiental estadual.
QuandoReconversão de planta e de posto de combustível
Corte prévio de energia, água e gás. Em planta antiga é comum haver ramal industrial desativado que não consta no cadastro atual.
QuandoAntes de qualquer início de desmonte
O histórico do terreno é o que desloca esse trâmite em Osasco, e ele muda de lote para lote. Prefeitura e órgão ambiental analisam caso a caso, e é a leitura deles que fixa o prazo.
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A base é a de qualquer demolição: tipologia, área e pé-direito, acesso e vizinhança, resíduo em volume e classe, e a distância até o aterro licenciado. Em Osasco há duas variáveis que pesam mais que a média, o histórico do terreno, porque investigação e eventual remediação de área contaminada mudam a ordem de grandeza do orçamento, e a sucata metálica recuperável de estrutura antiga, que joga a favor. O valor sai após a visita técnica, discriminado por item.
Porque a cidade tem histórico industrial pesado desde o fim do século XIX, e boa parte das plantas saiu na transição para serviços, que hoje respondem por 71,7% do PIB municipal. Terreno que abrigou metalúrgica, indústria química ou posto de combustível pode ter passivo ambiental, e isso não se descobre olhando a superfície. A investigação define se a obra é uma demolição ou uma demolição com remediação, e é melhor saber antes de mobilizar equipe.
Sim. O licenciamento de demolição passa pela Prefeitura de Osasco, com projeto e responsável técnico, e exige plano de gerenciamento dos resíduos com comprovação de destinação em área licenciada. Terreno com histórico industrial pode envolver ainda o órgão ambiental estadual, e é essa camada que costuma definir o prazo. As exigências devem ser confirmadas caso a caso.
Sim, e em Osasco é o caso comum. Com 11.221 habitantes por km² em menos de 65 km², a cidade cresceu em volta das antigas plantas industriais, o que era periferia de fábrica hoje tem residência na divisa. Onde há vizinho encostado, o desmonte é controlado, com parte do escopo em manual, plano de proteção, contenção de vibração e supressão de poeira. O porte do equipamento é definido pelo acesso, não pelo volume a demolir.
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