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Demolir para verticalizar

Demolidora em Santo André

Demolição em Santo André: aqui a demolição quase nunca é o fim da obra, é a primeira etapa de uma escavação. O que fica vira problema da fundação.

Etapa 1, não etapa finalA escavação vem logo depois
Tecido industrial antigoGalpões dos anos 1920 a 1970 saindo
O que fica embaixoFundação antiga vira obstáculo da estaca nova
A variável dominante

Em Santo André, a demolição é a primeira etapa de uma escavação

O ABC industrializou cedo, Santo André tem tecido fabril dos anos 1920 aos 1970, e desde os anos 1990 migra para comércio e serviços. O resultado é uma cidade que troca galpão por torre, num território sem lote livre.

Isso muda a natureza do serviço. Na maior parte das cidades, a demolição termina com o terreno limpo na cota do passeio. Aqui ela quase nunca é o fim da obra: logo depois vem uma escavação de dois ou três subsolos de garagem.

E aí uma decisão que parece detalhe passa a valer muito dinheiro: o que se remove e o que se deixa embaixo da cota. Bloco, sapata e estaca da construção antiga que ficam no terreno viram obstáculo para a estaca nova, e descobri-los com a bate-estaca mobilizada custa caro.

Demolir bem aqui é demolir pensando na obra seguinte. Uma demolidora que entrega o terreno limpo só na superfície entrega metade do serviço.

748 milhabitantesA 4.260 hab/km² no núcleo urbano, sem lote sem histórico
1920início da industrializaçãoEstrutura anterior a qualquer norma ambiental moderna
2 a 3subsolos típicosA escavação que vem logo depois da demolição
Execução

O que muda quando há escavação depois

Cada item abaixo é uma decisão tomada durante a demolição que aparece, para o bem ou para o mal, na etapa seguinte da obra.

Fundação antiga

Remover ou deixar é decisão de projeto, não de obra. O critério é onde caem as estacas novas e a que profundidade a escavação vai.

QuandoTodo lote com construção anterior

Piso e subsolo existentes

Placa espessa, caixa de máquina e subsolo antigo ficam abaixo da cota e não aparecem na inspeção visual.

QuandoGalpão industrial e edificação com porão

Parede de divisa

Em tecido consolidado a divisa é compartilhada. Ela precisa continuar de pé durante a demolição e durante a escavação que vem depois.

QuandoLote entre edificações

Tirante remanescente

Obra vizinha anterior pode ter deixado tirantes de contenção dentro do seu subsolo. Aparecem na escavação, não na demolição.

QuandoEntorno já verticalizado

Amianto

Cobertura de fibrocimento em galpão anterior aos anos 1990 pode conter amianto, com manejo e destinação próprios.

QuandoTecido industrial antigo

Vistoria cautelar

Registro do estado das edificações vizinhas antes de começar. Serve para a demolição e continua valendo para a escavação.

QuandoAntes de qualquer mobilização

Vale pedir o projeto de fundação antes de fechar o escopo da demolição. Ele diz onde as estacas novas vão cair, e é isso que define o que precisa sair de baixo da cota e o que pode ficar.

Licenciamento

O trâmite em Santo André

No núcleo urbano o licenciamento é municipal. Terreno na porção sul, além da escarpa, ou em Paranapiacaba entra em outro regime.

Licenciamento municipal

A Prefeitura de Santo André recebe o projeto assinado e fiscaliza a obra, e o rito difere entre o núcleo urbano e a porção de manancial.

QuandoQualquer demolição, inclusive parcial

Resíduos e destinação

Cada caçamba precisa de destino comprovado em área licenciada, e a separação por classe é feita no terreno, não no aterro.

QuandoTodo material que sai do terreno

Passivo do terreno

Lote com histórico industrial pode exigir investigação de solo antes da escavação, com trâmite no órgão ambiental estadual.

QuandoReconversão de área fabril

Paranapiacaba e Billings

Vila tombada e bacia de manancial têm regimes próprios, bem mais restritivos que o do núcleo urbano.

QuandoPorção sul do município

Em Santo André o peso está no histórico do terreno e em qual parte da cidade ele fica. As duas coisas mudam o que é exigido, e a confirmação sai da Prefeitura junto com o órgão ambiental.

Perguntas Frequentes

Quanto custa demolir em Santo André?

Tipologia da estrutura, área, condições de acesso e de vizinhança, volume e classe do resíduo, distância até o aterro licenciado: são essas as linhas de qualquer orçamento de demolição. Em Santo André há um item que costuma ficar de fora dos orçamentos e pesar depois, a remoção do que está abaixo da cota, como fundação antiga, piso espesso e subsolo existente, que a obra seguinte vai encontrar de qualquer forma. Do outro lado da conta, estrutura industrial antiga rende sucata metálica com valor de revenda. O orçamento sai após a visita técnica, discriminado por item.

Preciso remover a fundação antiga?

Depende de onde as estacas novas vão cair e de até que profundidade a escavação vai. Por isso a decisão é de projeto, não de obra. Vale pedir o projeto de fundação antes de fechar o escopo da demolição, com ele na mão dá para definir o que sai de baixo da cota agora, quando o equipamento já está no terreno, e o que pode ficar. Descobrir bloco e estaca antigos com a bate-estaca mobilizada é o cenário caro.

A demolição pode danificar o prédio vizinho?

Pode, e é por isso que o trabalho começa antes da primeira marretada. Vistoria cautelar com registro fotográfico e laudo do estado das edificações vizinhas protege os dois lados. Durante a obra, o controle de vibração e a preservação da parede de divisa são o que evita dano, e em Santo André essa parede costuma precisar continuar de pé não só durante a demolição, mas durante a escavação de subsolo que vem depois.

A GVI atende Santo André?

Sim. Santo André fica na sub-região Sudeste da Região Metropolitana, o ABC, com acesso pelo Rodoanel, pela Anchieta e pela Índio Tibiriçá, e a mobilização é direta. O que muda o planejamento é a localização dentro do município, no núcleo urbano o gargalo é acesso e vizinhança; na porção sul, além da escarpa, é o licenciamento ambiental.

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