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Tombamento · Zoneamento

Demolidora em São Paulo

Demolição em São Paulo: o que trava a obra raramente é a estrutura. São duas consultas de papel, tombamento e zoneamento, que custam pouco antes e muito depois.

Três instânciasConpresp, Condephaat e IPHAN tombam de forma independente
Área envoltóriaO tombamento do vizinho alcança o seu lote
Consulta antesBarata no papel, cara depois da demolição
A variável dominante

Na capital, a demolição se decide no papel antes do terreno

Demolir em São Paulo tem a mesma engenharia de demolir em qualquer cidade da região. O que muda é a densidade de regra sobre cada lote, e é ela, não a estrutura, que costuma travar a obra.

São duas consultas que custam quase nada antes e viram prejuízo depois. A primeira é o tombamento: na capital, três instâncias independentes protegem patrimônio, o Conpresp, no município, criado em 1985; o Condephaat, no estado; e o IPHAN, na esfera federal. Elas não se comunicam automaticamente, e um imóvel pode estar em processo numa sem estar em nenhuma das outras.

A segunda é o zoneamento. Demolição é irreversível, e o que se pode construir no lugar nem sempre é o que se imagina. Descobrir o coeficiente de aproveitamento depois de derrubar é descobrir tarde.

Nenhuma das duas exige obra, equipe ou orçamento. Exigem uma consulta e alguns dias, e é a diferença mais barata entre uma demolição planejada e um terreno vazio que não serve para o que se queria fazer.

3instâncias de tombamentoMunicipal, estadual e federal, independentes entre si
1985criação do ConprespQuatro décadas de tombamentos acumulados na cidade
0obras necessárias para consultarAs duas verificações acontecem antes de qualquer mobilização
Patrimônio

O tombamento que impede pode não ser o seu

É o ponto que mais pega gente de surpresa. A proteção de um bem tombado não para na divisa dele, ela cria uma área ao redor, e essa área alcança vizinhos que não têm nada de tombado.

Conpresp

Conselho municipal, criado em 1985. Tomba imóvel, conjunto e área da cidade, e pode definir a área envoltória do bem protegido.

QuandoA instância mais frequente na capital

Condephaat

Órgão estadual, com tombamentos próprios em São Paulo. Independe do municipal, um bem pode estar protegido só por ele.

QuandoBens de interesse estadual

IPHAN

Esfera federal. O trâmite é separado dos demais e corre no tempo do órgão, não no da obra.

QuandoBens de interesse nacional

Área envoltória

Faixa ao redor do bem tombado com restrição de intervenção, para preservar a ambiência. Alcança imóveis que não são tombados.

QuandoVizinhança de qualquer bem protegido

Processo de tombamento aberto

Imóvel em estudo de tombamento já tem restrição, mesmo antes da decisão final.

QuandoBem em análise em qualquer das instâncias

Demolição parcial

Em imóvel protegido, às vezes o que se permite é preservar a fachada e demolir o miolo, outro serviço, outro método.

QuandoRetrofit em bem tombado ou em envoltória

A consulta às três instâncias é pública e não depende de projeto pronto. Fazer isso antes de contratar arquiteto costuma ser a decisão mais barata do empreendimento inteiro.

Zoneamento

Antes de derrubar, saber o que pode subir

Demolir é a etapa irreversível de um projeto. Se o que se pretende construir não cabe no zoneamento do lote, o terreno limpo vale menos que a edificação que estava nele.

Uso permitido

O que a zona admite (residencial, comercial, industrial, misto) e em que condições.

QuandoAntes de definir o projeto substituto

Coeficiente de aproveitamento

Quanta área construída o lote comporta. É o número que decide se a conta do empreendimento fecha.

QuandoViabilidade de incorporação

Recuos e gabarito

Afastamentos obrigatórios e altura máxima, que definem a forma possível antes do desenho.

QuandoProjeto de substituição

Eixo de estruturação

Lote em eixo tem parâmetros diferentes do lote de miolo de quadra, e isso muda a viabilidade por completo.

QuandoProximidade de corredor de transporte

A consulta de zoneamento do lote é pública. Ela responde as quatro perguntas abaixo antes de qualquer investimento em projeto, e é a checagem que separa demolir com destino de demolir por impulso.

Perguntas Frequentes

Como sei se meu imóvel é tombado em São Paulo?

Consultando as três instâncias, porque elas são independentes e não se comunicam automaticamente: o Conpresp, conselho municipal criado em 1985; o Condephaat, no estado; e o IPHAN, na esfera federal. Um imóvel pode estar protegido por uma sem estar nas outras, e imóvel em processo de tombamento aberto já tem restrição mesmo antes da decisão final. A consulta é pública e não depende de projeto pronto, vale fazer antes de contratar arquiteto.

Meu imóvel não é tombado, mas o vizinho é. Posso demolir?

Depende, e é a situação que mais pega gente de surpresa. A proteção de um bem tombado não para na divisa dele: cria uma área envoltória, uma faixa ao redor com restrição de intervenção, destinada a preservar a ambiência do bem. Essa área alcança imóveis que não têm nada de tombado. O que ela permite ou proíbe varia conforme o ato de tombamento, então a consulta precisa ser sobre o seu endereço, não sobre o seu imóvel.

Por que consultar o zoneamento antes de demolir?

Porque a demolição é irreversível e o que se pode construir no lugar nem sempre é o que se imagina. Uso permitido, coeficiente de aproveitamento, recuos, gabarito e o fato de o lote estar ou não em eixo de estruturação definem a viabilidade do projeto substituto. Descobrir o coeficiente depois de derrubar é descobrir tarde, o terreno limpo pode valer menos que a edificação que estava nele. A consulta é pública e leva dias, não meses.

Quanto custa demolir em São Paulo?

O preço nasce do que a estrutura é, de quanta área e quantos pavimentos ela tem, do acesso, da vizinhança, do resíduo em volume e classe, e da viagem até o aterro licenciado, que na capital fica fora da cidade. Some a janela de circulação de caminhão, que limita quantas viagens cabem por dia. Do outro lado da conta entra o material recuperável, abatido quando a segregação está prevista no plano. O detalhamento do licenciamento e da logística está na página de terraplenagem em São Paulo, e vale para os dois serviços.

A GVI atende toda a cidade de São Paulo?

Sim, na capital inteira, distrito por distrito, e nos demais municípios da Região Metropolitana. Para a Zona Leste, que concentra mais de um terço da população da cidade e tem estoque construído bem variado, há uma página específica com o detalhamento da região.

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